Durante as ações da Operação Brasil Contra o Crime Organizado – Biomas Goiás, equipes do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) intensificaram a fiscalização na Barragem do Paranã, na região de Flores de Goiás. A ofensiva resultou em importantes apreensões voltadas ao combate da pesca predatória e à preservação dos recursos naturais da região.
Flagrante e prisão na GO-485
A primeira ocorrência foi registrada quando os policiais ambientais flagraram dois homens, de 36 e 37 anos, praticando pesca com petrechos proibidos às margens da rodovia GO-485, na região do Lago Paranã.
Durante a abordagem e fiscalização, os militares apreenderam:
Aproximadamente 15 quilos de peixes das espécies tucunaré, piau, cascudo, piranha, jiripoca e corimba;7 redes de pesca;1 tarrafa;1 arpão e diversos equipamentos utilizados na pesca subaquática.
Os envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados imediatamente à Central de Flagrantes de Formosa, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelo crime ambiental.
Acampamento abandonado e fuga de suspeitosAinda no decorrer da operação, equipes náuticas do BPMA localizaram um acampamento clandestino às margens da Barragem do Paranã. Ao perceberem a aproximação das embarcações policiais, os ocupantes fugiram em direção à vegetação fechada e, até o momento, não foram identificados.
No local abandonado, os militares encontraram:
5 caixas cheias de pescado de diversas espécies (como piranha-preta, corvina, cascudo, sardinha e bicuda);Cerca de 100 metros de redes de pesca de uso proibido.Todo o material foi recolhido. Seguindo os protocolos legais, os peixes foram destinados e doados a uma instituição religiosa do município de São João da Aliança, enquanto as redes ilegais permaneceram sob a guarda da Polícia Militar Ambiental para posterior destruição.
Retirada de redes armadas e continuidade das buscas
Em outra frente de ação na mesma região, os policiais realizaram uma varredura náutica e recolheram cerca de 200 metros de redes que estavam armadas em pontos estratégicos do Lago Paranã.
Nenhum responsável pelos materiais foi localizado no momento, mas os equipamentos foram retirados da água, evitando um grave prejuízo à fauna aquática e ao equilíbrio ambiental do ecossistema local.
Dando sequência ao cerco contra os crimes ambientais, novas fiscalizações resultaram no recolhimento de ainda mais redes e materiais empregados na pesca predatória que estavam abandonados no ambiente aquático.
A Polícia Militar Ambiental reforça que as fiscalizações na região continuam intensificadas e conta com o apoio da população para denunciar crimes contra a fauna e a flora locais.